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domingo, 4 de dezembro de 2016

UM DOMINGO QUALQUER EM LISBOA...


Depois de alguns dias de chuva intensa hoje, a partir do meio dia o tempo resolveu dar uma trégua e resolvi das umas voltas por Lisboa, sem roteiro, sem nada, só com a vontade de aproveitar o domingo.

Vamos lá?



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS DE QUEM AMA A LAPA!

As pessoas que me honram com as suas presenças neste blog peço licença para abrir este espaço para um canti
nho do Rio de janeiro que tem estreita ligação com Portugal, a Lapa com o seu aqueduto.

Esta abertura é em virtude de uma crônica que li sobre a Lapa, premiada em 1º lugar no II CONCURSO LITERÁRIO LERUERJ, cujo lançamento aconteceu ontem no Departamento de Letras daquela Universidade e o seu autor me autorizou a publicar.

Abaixo tem o texto da publicação, espero que todos se interessem e gostem, história singela  de um jovem que conseguiu transpor a barreira existente  entre um longinquo suburbio do  Rio e a inebriante Lapa de ontem, de hoje e de sempre...

Deliciem-se com este passeio pelo underground do  Rio de janeiro das décadas de 80/90





 VOCÊ SABE O QUE É A LAPA, MEU FILHO???

                                                            *Deusdemóstenes de Antuérpia

            Foi por volta de 1990, se não me falha a memória, que os amigos mais velhos da vizinhança me avisaram do show do Sepultura no Circo Voador. A banda estava retornando da sua primeira turnê europeia/americana, divulgando o álbum Beneath The Remains. Um sonho a ser realizado para um jovem metalhead campo-grandense de quinze anos incompletos. Só que tamanha aventura esbarrava num obstáculo aparentemente intransponível: a permissão familiar. Súplicas à mãe esgotadas, esta resolveu assumir sua porção Pôncio Pilatus e lavou as mãos:
            Liga para o seu pai. Ele é quem resolve.
            Meu pai, falando do escritório, com voz inflexível e algo colérica, lança a questão tonitruante:
            VOCÊ SABE O QUE É A LAPA, MEU FILHO???
            Respondi, recalcitrante e intimidado por dentro, mas tentando aparentar a voz firme e decidida para um adolescente que mal havia transposto os limites do próprio bairro de origem, não a pergunta de meu pai, mas uma justificativa desesperada, talvez a última cartada de que dispunha, a última bala na agulha:
            Mas eu vou com a galera daqui da rua, pai, são todos maiores e tão acostumados.
            ENTÃO VOCÊ ESTÁ POR SUA PRÓPRIA CONTA!!! Sentenciou meu pai, resignando-se a contragosto.
            E lá fomos nós, encarando uma composição oriunda de Santa Cruz com destino à gare Dom Pedro II, para dali empreender uma caminhada de aproximadamente vinte minutos rumo aos Arcos da Lapa (estratégia de economia de alguns trocados para a bebida). Tudo era novidade, desde as figuras excêntricas vestindo roupas pretas, com os rostos pintados e cruzes invertidas penduradas no pescoço, na calçada do boteco Arco-íris, até elementos da plateia se dependurando do mezanino ao palco nas estruturas de vigas e vergalhões que sustentavam a lona do lendário espaço cultural, e se lançando ao público em desenfreado stage diving, por vezes levando-me a confundir quem era da banda com quem era da plateia. Nada mal para uma primeira vez, meu début lapeano, do qual retornei para casa já pela manhã, sujo, suado e bêbado.
            Dali por diante, minha vivência no underground carioca se intensificou, dividindo-me entre o point Sorvetão, um “pé-imundo” (porque chamar aquilo de pé-sujo seria demasiado indulgente) situado no que hoje é conhecido como o Baixo-Méier, Caverna II aos domingos na Lauro Müller, ao lado do shopping Rio Sul em Botafogo, a então novidade Garage Art Cult na Rua Ceará, Praça da Bandeira, e o já consagrado Circo Voador, com algumas incursões extrarrotineiras aqui e ali, como o Largo da Igreja de Santa Cecília em Bangu ou o hoje finado Barroquinho em Icaraí, Niterói, que cedeu espaço a um “bar de playboy” na atualidade. Vez por outra éramos agraciados com grandes shows de ícones da música pesada no Maracanãzinho, a exemplo de Venom, Exciter, Motörhead, Metallica e Iron Maiden, e o Black Sabbath no Canecão, ou grandes festivais como o Rock in Rio 2 no Maracanã e Hollywood Rock na Praça da Apoteose, cujas bandas do cast tiveram a magnanimidade de abençoar seus fãs tupiniquins com memoráveis turnês naqueles difíceis tempos para quem curtia Heavy Metal no Brasil.
            Comprar discos também era uma via-crúcis, especialmente para um morador da Zona Oeste, em tempos nos quais o transporte coletivo era ainda mais precário do que hoje em dia, se é que tal feito seja possível. Era uma verdadeira Odisseia atravessar a cidade, transitando por lojas como Point Rock em Copacabana, Hard’n’Heavy no Flamengo, Subsom e Headbanger na Tijuca, Sempre Música no Catete, e os sebos de discos na Uruguaiana que, infelizmente, hoje não existem mais , em busca das últimas novidades lançadas em vinil, que conhecíamos por meio do programa Guitarras, da extinta rádio Fluminense FM, “A Maldita”. Bons e sofridos tempos...
            A minha relação com a Lapa, porém, nunca se desfez. E não era essa Lapa dos gringos e das boates e bares “arrumadinhos” que hoje aparece no caderno de entretenimento do RJTV. Era a Lapa bandida, marginal, soturna, a Lapa dos assaltantes, travestis, prostitutas e traficantes que já não trazia o glamour das primeiras décadas do século XX de personagens lendários como Madame Satã , a Lapa dos cabarés, dos malandros, boêmios, capoeiras e compositores. Era a Lapa na qual me deparei, ao procurar por um botequim com cerveja mais barata na Mem de Sá a fim de me aquecer para um show da Dorsal Atlântica e Ratos de Porão no Circo, com uma cena inusitada: em frente a uma birosca de ambiente nada familiar, uma joaninha da PM, e, na porta, um soldado apontando uma macaquinha para o teto do dito estabelecimento, de cujo forro antigo de lambri pendia uma perna. Sim, uma PERNA humana! Ao perguntar ao atendente do balcão o que se passava, este me informou que um assaltante que acabara de praticar roubo nas imediações, sendo perseguido pela polícia, correu para dentro do bar, ao que o atendente mostrou seu tresoitão na cintura e lhe disse que “não pulasse ali senão levaria bala”, obrigando o azarado meliante em fuga a se esconder dentro do depósito no sótão do estabelecimento, onde, atrapalhado, acabou por fazer um buraco no forro com o peso do próprio corpo, tornando-se presa fácil para seus perseguidores. Nada mais típico daquela Lapa.
            Os anos se passaram, a Lapa bandida foi revitalizada e transmutou-se em Lapa turística e de lazer, cultura e entretenimento, e eu continuei minhas andanças por aquele bairro tão presente em minha vida. Mesmo me mudando para Copacabana, já nos anos 2000, aquele lugar continuou a ser o meu quintal, agora já bem mais próximo do que antes. E, como se não bastasse a recente proximidade geográfica, ainda arrumei uma bela namorada capixaba que viveu boa parte da vida em Niterói e, ao me conhecer, mudou-se para o Bairro de Fátima. Não satisfeita, mudou-se para ainda mais perto dos Arcos, na Mem de Sá, onde passo os momentos mais loucos e divertidos dos finais de semana. Companhia melhor, impossível.
            Hoje, se perguntado novamente por meu pai, seguramente eu poderia responder com firmeza e decisão à pergunta não respondida de vinte e quatro anos atrás:
Sim, pai. HOJE eu sei o que é a Lapa!


* Deusdemóstenes de Antuérpia é  carioca, rubro-negro, nascido em Campo Grande e morador de Copacabana. Apreciador de Heavy Metal e cerveja gelada, boêmio, músico, professor e historiador, mas também ama literatura brasileira, russa, inglesa e de língua espanhola. Arrisca-se a escrever de vez em quando, desde que o pano de fundo seja sua amada cidade (embora não se considere lá muito talentoso).

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

COMBOIOS DE PORTUGAL



Nasci em Santa Cruz, Rio de janeiro, último bairro no extremo sul da cidade.

Para quem não conhece a geografia da cidade do Rio de janeiro, olhando no mapa parece um longo corredor que se estreita entre a serra e o mar tendo nos seus dois extremos o bairro de Santa Cruz por um lado e o de Copacabana, do outro.

Logicamente, quase que a totalidade das pessoas que estiverem lendo esta postagem  só terão ouvido falar, até este momento, em Copacabana.  Santa Cruz, somente eu e outros eventuais santacruzenses que, por acaso, estejam me prestigiando neste exato momento.

Acontece que Santa Cruz, na época do Imperio,  foi importante, muito importante, tendo sediado uma grande fazenda administrada pelos Jesuítas, que gerava enorme riqueza para o país e foi, também, refúgio da família imperial que adorava passar temporadas de verão em seu palacio que hoje abriga um quartel do exército e que se localiza a menos de cem metros da casa em que nasci.

Aliás, do portão desta casa, no meu período de infância pude apreciar muitas vezes a  Maria-Fumaça, locomotiva movida a vapor, sendo abastecida de água através de uma enorme mangueira ligada a uma caixa d'agua existente no pátio da estação e de carvão que ficava em enormes montes estocados ao lado da caixa d'agua.

Após a operação de abastecimento lá ia ela, toda fogosa, se anunciando para quem quisesse ouvi-la e vê-la através de uma cortina de fumaça branca e seu inesquecivel piuiiii...piuiii...Belos tempos!Linda imagem que teima em não se apagar da minha memória passados quase 70 anos...

Bom, por esse preâmbulo dá prá se perceber que estamos lidando com um apaixonado pelo tema ferroviário.  Realmente, sou perdidamente apaixonado por trens e, certamente, a origem desta paixão remonta a esta formação  maternal de sentimentos. Sou nascido e criado quase no pátio da estação de trens de Santa Cruz, Rio de janeiro e exatamente por isso lamento tanto o descaso que esse importante meio de transporte enfrenta e por ter sido foi tão abandonado no Brasil.

Ao longo da minha vida tenho experimentado oportunidades de utilização de trens inacreditáveis.

Lògicamente que viajar num trem suburbano nos anos 50 de Santa Cruz até a Gare da Central do Brasil foi algo extraordinário para um menino de 5 ou 6 anos.  Mas a primeira viagem num "macaquinho", um trem de madeira puxado pela Maria-Fumaça que ia de Santa Cruz até o Município de Mangaratiba, no estado do Rio, também não fica atrás nas lembranças maravilhosas que tenho.

Mas tem muito mais.  A primeira viagem a São Paulo num trem comum e depois muitas outras usando o maravilhoso trem de prata, numa  cabine com cama e banheiro e com vagões BAR e RESTAURANTE...que luxo!!!

Viagem de Santana do Livramento/Rivera, cidades gêmeas localizadas na fronteira do Brasil com o Uruguai na década de 60, até Montevideu, capital do Uruguai.

Viagem no outro trem de prata do Rio de janeiro a Belo Horizonte

Viagem de Belo Horizonte a Vitória no trem da Vale do Rio doce.

E, acreditem viagem totalmente de trem saindo do bairro de Campo Grande, no Rio de janeiro até, pasmem, Brasilia.  Sim, isso foi possivel.

Peguei o trem suburbano 41, de Campo Grande a Central do Brasil.  Da Central viajei no maravilhoso trem de  Prata até a Estação da Luz em São Paulo.  De São Paulo usei um trem até Campinas  e de lá segui numa viagem de 24 horas em outro trem até a Capital Federal, Brasilia.  Que viagem!

Tem o trenzinho do Corcovado, trem de Curitiba a Paranaguá, trem de Barbacena, trem de Gramado,  na serra gaúcha, de Campos de Jordão, na serra paulista e muitos outros.

Mas fora os circuitos turísticos, todos os outros, aqui no Brasil, desapareceram. E na europa? E nos Estados Unidos?

Na europa é outra história, felizmente.  Já fiz muitas viagens de trem mas a primeira experiência que vou citar não aconteceu numa viagem mas somente na visão.

Em 1988, quase por acaso, eu e a Eliete fomos parar em londres, sem falarmos uma  vírgula em inglês, que sufoco.  E numa daquelas andanças acidentais, ocasionais, de qualquer turista fomos parar, sem querer,  na estação Queen Elizabeth de onde partia o maravilhoso  ORIENT EXPRESS.  Que espetáculo.

Iamos caminhando por uma rua próxima ao B&B que estávamos hospedados, vimos várias pessoas desembarcando próximo a uma grande estação ferroviária vestidos a carater, homens de fraque e cartola, mulheres de longos maravilhosos e resolvemos segui-los.  Entramos na estação, fomos caminhando na mesma direção que estas pessoas estavam seguindo  e, de repente, apareceu uma das imagens mais impactantes de toda a minha vida.  o maravilhoso trem  ORIENT EXPRESS, ele mesmo, por inteiro, ali, diante de mim, de verdade.

Percorremos toda a sua extensão, pela plataforma logicamente, mas deglutindo cada metro quadrado. Bisbilhotando todos os mínimos detalhes.  O revestimento das poltronas do carro-restaurante. As maravilhosas cortinas de cada janela, A identificação em letras douradas dos vagões,  enfim, todos os detalhes,  cada centímetro.

 Para quem nasceu  a poucos passos do pátio da estação de Santa Cruz,  a beira de uma locomotiva Maria-Fumaça, foi uma experiência impactante.

Resumindo, viagens entre Lisboa e Porto. Do Porto a Madri. De Madri a Barcelona, seguindo para Roma. De Roma a Paris e daí para Bruxelas, seguindo para Amsterdã.  De Paris a Luxemburgo.  Da Alemanha a Republica Tcheca, até a Austria, retornando a Alemanha e mais alguns trechos que não recordo agora.

Dos Estados Unidos, além de viagens de  média duração como no trecho de Nova York a Capital Federal, Washington teve uma espetacular partindo de Orlando, na Florida, serpenteando toda a costa leste dos Estados Unidos, passando por 8 ou 9 estados americanos e desembarcando na minha cidade de Newark, Nova Jersey, onde  eu e a Eliete vivemos por cerca de cinco maravilhosos  anos, entre idas e vindas

 Acho que dá pra vislumbrar um amante dos trens nesse breve depoimento.

Mas vamos ao que interessa. O título da postagem é COMBOIOS DE PORTUGAL

E o que pretendo com isto é render uma homenagem a CP- COMBOIOS DE PORTUGAL, empresa que administra e explora o transporte ferroviário em Portugal, de elevada qualidade e que tem um site informativo muito útil e bem formatado que recebo regularmente com as últimas notícias sobre tudo que se refere a transporte ferroviário em Portugal e com constantes promoções.

Abaixo segue o link  para vocês poderem apreciar os serviços desta empresa de qualidade e, eventualmente, fazer uma reserva na próxima viagem a Portugal.

Por hoje é só e até a próxima postagem.


https://www.cp.pt/passageiros/pt



domingo, 8 de maio de 2016

O QUE FAZER EM LISBOA? HÁ MUITO O QUE FAZER!!!


Ao me deparar com esta indagação só  restou uma atitude, lápis e papel na mão, seguindo a regra básica do custo zero, de preferência, consegui montar esta lista, digamos assim, inicial do que se fazer em Lisboa, numa boa!

PRAÇAS:

Para se conhecer caminhando, tranquilamente:

ROSSIO, se não veio  ao Rossio você não veio a Lisboa, podes crer.




É o  coração da cidade.  Entre outras atrações, é  daqui que sai o trem para a região serrana de Sintra, onde tem o Palacio da Pena, da charmosa Estação do Rossio.

Tem um dos botequins mais antigos de Lisboa, A TENDINHA,  em funcionamento permanente desde 1840.


PRAÇA DOS RESTAURADORES:

Ligação direta com o Rossio tendo sido inaugurada recentemente a Fábrica de Pastéis de  Nata.


É o início da famosa Avenida da Liberdade


PRAÇA DA FIGUEIRA

Na alta temporada é quase impossivel não ter algum tipo de evento cultural, gastronômico, musical aqui ou no Rossio, ou, ainda, nas duas praças que também são interligadas.
Daqui saem o elétrico ( bonde ) para Belém e um auto-carro ( ônibus ), para o Castelo de São Jorge. Aliás, é o transporte público que chega mais próximo do Castelo, exatamente à sua entrada.


PRAÇA MARTIM MONIZ

Também com ligação direta com as anteriores, região originalmente ocupada pelos Mouros com amplo comércio de produtos a preços muito baratos, muito parecido com a região do SAARA, no Rio de janeiro.


PRAÇA DO COMÉRCIO:

Ponto de partida e chegada de grandes eventos a centenas de anos atrás, com ancoradouro histórico à beira do Rio Tejo. É cartão postal de Lisboa, é monumental.


PRAÇA MARQUÊS DE POMBAL

É a ponta de cima da Avenida da Liberdade que liga este importante ponto turístico a parte de baixo, na Praça dos Restauradores.

Além de grandiosa, composta de diversos edifícios emblemáticos como o da TAP e do nosso BANCO DO BRASIL, dá início ao magnífico PARQUE EDUARDO VII, da Inglaterra.

Grandiosa, majestosa, imperdivel!

Cartão-Postal de Lisboa


MIRADOUROS E VISTAS:

O melhor para mim é o  MIRADOURO SÂO PEDRO DE ALCÂNTARA, vista deslumbrante do Tejo, dos telhados de Lisboa e a melhor vista do Castelo de São Jorge.

Bem próximo da cidade alta, onde a noite de Lisboa vai longe.


MIRADOURO SANTA LUZIA:

Na subida para o Castelo, via elétrico ( bonde ) ou auto-carro ( micro-ônibus ) a parada neste Miradouro é obrigatória. Vista deslumbrante do Caís de Lisboa.


CASTELO DE SÃO JORGE

É como ir no Rio de janeiro e não conhecer o CRISTO REDENTOR, ir a Roma e não ver o Papa,, é  ir a Paris e não subir a Torre Eiffel.   É por aí...


ASCENSORES E ELEVADOR:


ELEVADOR SANTA JUSTA:

Cartão  postal de Lisboa, dispensa qualquer referência.


ASCENSOR DA BICA:

É um tipo de elétrico ( bonde ) que liga a parte baixa a parte alta da cidade em formato de  plano inclinado,  via trilhos que, para mim, é o mais charmoso. O trajeto é superrápido e sai  dos fundos do Mercado da Ribeira e chega próximo a Praça Luis de Camões, na Alta.


ASCENSOR DA LAVRA:

Sai da Calçada de Santo Antão, na parte baixa e leva até um Miradouro bem interessante e localizado, com ótima vista do centro histórico.


ASCENSOR DA GLORIA:

É o mais movimentado, pela sua localização e destino. Sai da Praça dos Restauradores e vai até o Miradouro São Pedro de Alcântara.


EDIFÍCIO POLUX:

São  vários andares de uma loja de fábrica da tradicional marca POLUX com todo tipo de artigos de porcelana, entre outros.  No último andar funciona o setor de flores ornamentais e tem um café com vista privilegiada.  Vale muito à pena um passeio até lá.  Fica bem no centro na Rua  Santa Justa, na outra extremidade da Rua onde se acessa o Elevador do mesmo nome.


ELEVADORES DE ACESSO AO CASTELO DE SÃO JORGE:

È possivel chegar-se até bem próximo do Castelo usando elevadores que saem da loja de  Informações Turísticas da Freguesia ali do  centro até uma praça, depois irei pesquisar para fornecer o nome. Chegando nesta praça, do outro lado tem uma loja do PINGO DOCE e, dentro dele tem outro elevador que sobe mais  uns cinco andares e chega próximo do Castelo.

Bom, já está bem tarde aqui por Lisboa e vou deixar um gostinho de  "quero mais"...


Na próxima postagem continuarei dando dicas interessantes do que se fazer, andando, passeando, " de grátis", por Lisboa.

Boa noite e até a próxima postagem!


Ugo Esteves





quarta-feira, 4 de maio de 2016

PONTO FINAL, CARTEIRA NA MÃO

Finalmente, depois de dedicar todos os meus esforços desde novembro de 2015,  recebi a tão desejada carteira de Residente Permanente de Portugal.

A carteira e provisória, tem validade de um ano a contar da data que dei entrada na solicitação já aqui em Portugal.

Em 19 de abril de 2017 tenho que solicitar a renovação da carteira, vejam bem, solicitar a renovação da carteira porque o visto já está concedido.

Serão três renovações  para que oServiço de Imigração Português possa verificar se a pessoa está atendendo algumas exigências necessárias a manutenção do visto como, por exemplo, a permanência em território português por, no mínimo, seis meses a cada período de um ano.

Mas falando ainda sobre a carteira. Terei que renova-la ao completar um ano da data de emissão e terá validade de dois anos. Ao final destes dois anos terei que fazer nova renovação por mais dois anos quando, então, poderei solicitar a minha cidadania portuguesa, se  assim o desejar.

Portanto, após cinco anos corridos com o Visto de Residente Permanente para Reformados válido, obtenho automaticamente o direito de solicitar a Cidadania.

Um detalhe importante que só fiquei sabendo ao receber a carteira. Eu tinha recebido a informação e passado para voces que está categoria de visto não permite trabalhar mas na própria carteira, no verso, vem a seguinte observação:

PERMITE O EXERCÍCIO DE ATIVIDADE PROFISSIONAL.

Depois que me recuperar da emoção de ter alcançado o objetivo tao almejado vou preparar uma série de posts atualizando todas as informações sobre cada fase do processo, em detalhes, desde o primeiro momento até a conquista alcançada hoje.

Até a próxima postagem e um grande abraço.

Ugo Esteves


terça-feira, 5 de abril de 2016

ROCK IN RIO!!! EM LISBOA/2016!!!



Já tem outdoor pra todo lado em Lisboa anunciando mais uma edição do ROCK IN RIO EM LISBOA/2016.

Sorte minha que este ano terei a oportunidade de repetir a dose de 2010, quando pude rever pela terceira vez meu grande ídolo ELTON JOHN. Foi uma realização a mais...

Este ano devo ir assistir o show do Bruce Springsteen.

Para não perder a oportunidade vou postar uma peça de divulgação desse megaevento que me deixa hiper-honrado por ser genuinamente brasileiro, graças ao  grande Roberto Medina.


quarta-feira, 30 de março de 2016

PRIMEIRO DIA DA QUINTA TEMPORADA!


Como era de se esperar, iniciozinho de primavera, temperaturas ainda bem baixas, principalmente a noite.

Cheguei ontem à Lisboa por volta das 12hs, céu meio nublado, temperatura em torno dos 15 graus. Cheguei ao apartamento de Metro, direto do aeroporto ( acho isso um luxo ) a estação Alameda em exatos 16 minutos, muito bom.

Depois dos arranjos de desfazer as malas, tomar banho, trocar de roupa, etc, já sai em Campo, afinal já eram quase três horas da tarde e logo após o almoço composto por bife de costeletas de porco acompanhado por batatas fritas, arroz, saladinha, pão, imperial( chopp garotinho ) e café expresso ao preço de 4 euros.

Resolvi fazer uma rodada rápida pelo conjunto de pracas centrais, peguei o metro na estação Alameda e desci na Praça Martim Moniz que fica ao lado da Praça da Figueira que tem passagem para a Praça do Rossio que é vizinha da Praça dos Restauradores.
E nessas redondezas tem sempre algo acontecendo, sempre...
Ontem, depois de esbarrar em diversos eventos selecionei o último para mostrar o espírito de Lisboa.
Em plena Praça do Rossio o grupo de Street Performers  CAMACHOFONES estava dando esse show espetacular com um instrumento inusitado.
Você pode ver mais clipes do grupo no facebook.com/CAMACHOFONES

Nos próximos três meses estarei sempre por aqui passando novidades e informações.

Não percam!



video

sexta-feira, 11 de março de 2016

PB-4 SEGURO DE VIAGEM GRATUITO


Assim que recebi o visto provisório de residente permanente para posterior regularização quando chegar a Portugal, compareci ao Posto do INPS, setor de Convênios Internacionais,  localizado na Rua Mexico, 128, térreo  aqui no centro do Rio de janeiro para obter meu PB-4, uma espécie de seguro-viagem gratuito.

Trata-se de  um acôrdo de colaboração do governo brasileiro através do  INPS  com diversos países para atendimento mútuo de seus cidadões durante viagens por um desses países que eram: Brasil, Portugal, Espanha, Italia, Grecia e Angola.

Conforme relatei em postagem anterior, foi muito fácil.  Ao chegar a repartição citada acima tinham dois funcionários disponíveis, fui atendido imediatamente,apresentei a documentação solicitada na época e menos de 10 minutos depois sai com a carta endereçada a repartição pública de Portugal que vai me fornecer uma carteira de saúde assim que chegar lá e que me dará todos os direitos com relação a atendimento médico-hospitalar que um cidadão português tem.

Essa semana retornei ao posto do INSS  acompanhando meu irmão que resolveu viajar  para Portugal em maio próximo e tomei conhecimento de algumas modificações.

Infelizmente o convênio agora só continua valendo para Portugal e Italia, os demais países deixaram de  ter cobertura.  Em compensação, agora qualquer cidadão brasileiro terá direito ao PB-4, independentemente de ter vínculo com o INSS ou não, incluindo até pessoas que não estejam trabalhando, por exemplo.

A documentação necessária agora dispensa comprovação de vínculo com o INSS.  Basta levar os seguintes documentos originais e cópia:


Passaporte com validade mínima de três meses após a viagem.

Identidade


Comprovante de residência.


Formulário de requisição do PB-4 ( pode conseguir e preencher na hora )

Se for solicitar para o cônjuge, levar o passaporte do mesmo.


Local de atendimento no Rio de janeiro:


Rua México, 128, térreo,  setor de Convênios Internacionais,  centro, Rio de janeiro.


Horário de funcionamento: de 09hs as 16hs.


Lembro que este documento substitui a exigência de posse do seguro-viagem para os países que participam do convênio, agora sòmente Portugal e Italia.

Pelo menos no caso de Portugal asseguro que o atendimento do sistema público de saúde  é de excelente qualidade.  Apesar de, diferentemente do Brasil, todos os serviços serem pagos, os preços são irrisórios por cada serviço, como por exemplo, uma injeção, dois ou três euros, uma consulta, dez euros e assim por diante e o que é mais importante, sempre de qualidade igual ou até superior aos serviços prestados por intermédio de planos de saúde pagos.


Então fica a dica para quem vai viajar especificamente para Portugal e Italia.  Procure o posto do INSS da sua cidade qualificado a fornecer a declaração de PB-4 e livre-se de mais esta importante despesa, o seguro-saúde que dependendo do tempo da viagem pode custar bem caro.

Um grande abraço e até a próxima postagem.


Ugo

terça-feira, 8 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!



Obrigado,


D. Amelinha, minha mãe


Léa, minha irmã


Eliete, minha esposa


Mariana, minha neta...


A existência de vocês torna minha vida mais feliz, tranquila, pacífica e humana.


Obrigado por tudo!


Feliz DIA INTERNACIONAL DA MULHER


É o que desejo, também, a todas as mulheres que em algum  momento dedicaram sua atenção ao meu blog.


Muito obrigado a todas as mulheres do mundo por existirem!


Ugo Esteves

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

VISTO DE RESIDENTE PERMANENTE PARA REFORMADO / CONSEGUI!!!

Olá pessoal, tenho novidades!

Na minha última postagem comentei a possibilidade de se conseguir Visto de Residente Permanente de Reformado ( aposentado ) para permanecer legalmente em Portugal pelo tempo que quiser.

Nas diversas viagens que fiz desde 2008 tive sempre a preocupação de não extrapolar o tempo máximo concedido para a permanência como turista que é de três meses no máximo.  Mas eu queria mesmo era ter liberdade de permanecer por lá o tempo que quisesse e durante a minha última estadia  descobri através de uma amiga da  Sylvinha, minha filha,  a existência de um visto permanente para pessoas aposentadas que reúnam determinadas condições.

Busquei informações que já passei parcialmente em postagens anteriores, juntei tudo que era necessário e parti para o Consulado de Portugal aqui no Rio de janeiro.  Mais abaixo vou apresentar uma parte das informações oficiais fornecidas pelo site do Consulado mas já vou adiantar alguns detalhes importantes:

Para se requerer  este visto primeiro é necessário reunir um determinado número de documentos que estão relacionados nestas intruções  e sòmente depois de  estar com tudo 100% em mãos é que se deve agendar uma entrevista no Consulado para dar entrada na solicitação.


As informações oficiais são as seguintes:





Visto de Residência

Para consultar a legislação em vigor, clique nos links abaixo:
Lei 23/2007 de 4 de julho (art. 58 a 64) e respectivas alterações – definem as condições e procedimentos de entrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros do território português, bem como o estatuto de residente de longa duração.
Decreto-Regulamentar n.º 84/2007 de 5 de novembro (art. 24 a 34) e  alterações introduzidas pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2013 de 18 de março regulamentam a lei 23/2007, de 4 de julho, que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros do Território Nacional.

FAMILIARES
Os familiares brasileiros do(a) solicitante do visto principal não necessitam solicitar visto para acompanhá-lo(a). Caso seja autorizado o visto principal, os familiares brasileiros deverão regularizar a sua situação no SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiraswww.sef.pt logo que chegarem a Portugal. Esses familiares deverão estar devidamente documentados e ter seguro de saúde. A relação dos documentos necessários é encontrada no site do SEF (www.sef.pt), entidade competente para tal.

AUTORIZAÇÃO DE RESIDÊNCIA COM DISPENSA DE “VISTO” DE RESIDÊNCIA (Art.122)
Consulte a legislação a respeito, clicando aqui (artigo 122).
Quando os familiares do(a) solicitante do visto principal forem de uma nacionalidade
que exija visto para entrar em Portugal
após a autorização do visto principal eles
devem solicitar, no Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, o visto de Curta
Duração para que possam acompanhar o(a) detentor(a) do visto principal.

VALIDADE DO VISTO
O visto de residência é válido por quatro meses e para duas entradas em território nacional, podendo ser prorrogado em Portugal no SEF  Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
O(A) titular do visto de residência válido deverá apresentar-se ao SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras www.sef.pt  para requerer a autorização de residência.

PRAZO PARA CONCESSÃO DO VISTO
O prazo é de aproximadamente 30 dias, contados a partir da instrução do pedido.
A instrução só é executada após a entrevista e com toda a documentação correta.
Depois de autorizado, o visto só será concedido mediante apresentação do título de transporte de regresso (passagem), que deverá ter a validade mínima de 120 dias ou a mesma validade do período do visto. A exceção são os casos de vistos para Investigação Altamente Qualificada.
A retirada do visto deverá ser feita pessoalmente, pelo(a) requerente, que deve trazer o passaporte original com o qual apresentou o pedido de visto.

DOCUMENTOS A ENTREGAR:
Após reunir todos os documentos abaixo (e somente depois disso), o(a) requerente deve acessar o Formulário de Pedido de Visto, clicando aquie preenchê-lo corretamente.
Atenção: o item 25 (duração da estadia) deve ser preenchido com 90 (dias). Esse número será alterado depois da entrevista. Do contrário, será gerado um erro.

DOCUMENTOS A APRESENTAR NO DIA DO AGENDAMENTO:
1. Formulário de pedido de visto preenchido e impresso (ver parágrafo acima);
2. 1 foto 3×4 colorida, atual, com fundo branco e liso e com boas condições
de identificação do(a) requerente;
3. Passaporte original e fotocópia das páginas de identificação (em que aparecem o nome do titular e sua foto) e de todas as folhas utilizadas. Autenticar em cartório somente as páginas de identificação. A validade do passaporte deverá ser superior em três meses à validade do visto.
4. Original e fotocópia autenticada da carteira de identidade (RG, se for brasileiro, ou RNE, se for estrangeiro. A validade do Título de Residência (RNE) deve exceder em 90 dias
o término do visto;
5. Certidão de antecedentes criminais, com menos de 90 dias, emitida pela Polícia Federal, com reconhecimento em cartório da assinatura que constar no documento.  Se a certidão tiver sido emitida pela internet (www.dpf.gov.br), será necessário imprimir também a sua validação e posterior legalização no Itamaraty, situado à Avenida Marechal Floriano 196, Centro, Rio de Janeiro;
6. Certidão de antecedentes criminais, com menos de 90 dias, emitida pela Polícia Civil, com reconhecimento em cartório da assinatura que constar no documento. Se a certidão tiver sido emitida pela internet (www.pai.rj.gov.br), será necessário imprimir também
a sua validação;
7. Seguro de saúde internacional particular ou PB4, caso seja beneficiário(a) do INSS. Neste caso, dirigir-se a Acordos Internacionais, à Rua México 128, térreo, Centro,
Rio de Janeiro;
8. Comprovante das condições de alojamento em Portugal. Exemplos: convite para morar em casa de parentes ou amigos, que deverá ser feito na Junta de Freguesia da área em que vai residir; ou documento que comprove a posse de um contrato de aluguel de casa ou título de propriedade do imóvel, em nome do(a) requerente.
9. Autorização para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras consultar o registro criminal
português do(a) requerente, exceto para menores de 16 anos.
Clique aqui para obter o modelo;
10. Declaração de estar ciente de que não deve viajar para Portugal sem possuir o visto necessário. Clique aqui para obter o modelo;
11. Declaração do(a) requerente, especificando suas atribuições profissionais, período que pretende permanecer em Portugal, local de alojamento e referências em Portugal;
12. Comprovante de residência em nome do(a) titular, do cônjuge ou do responsável;
13. Documentos que fundamentem o pedido do visto, de acordo com a legislação em vigor. Comprovante da existência de meios de subsistência em Portugal durante o período de permanência. A seguir, alguns exemplos:


Eles dão um prazo de 60 dias para conceder ou negar o visto e no meu caso aguardei uns trinta dias quando me comunicaram a concessão do visto e solicitaram minha presença no Consulado.

Lá recebi meu passaporte com um visto de residência válido por quatro meses à partir da data que informei que iria viajar, e recebi a instrução para comparecer a SEF  para finalizar o procedimento e receber o documento oficial de residente permanente.

Eu irei acompanhado da Eliete, minha esposa, e para familiares do solicitante não há necessidade deste visto antecipado mas quando chegar a Portugal o familiar também deverá comparecer a SEF, apresentar uma série de documentos e também receberá uma autorização de residência.

Então é isso, senhores aposentados.  Alguém me acompanha nesta nova categoria de residente permanente de Portugal com muitos direitos garantidos, inclusive assistência médica e hospitalar em função de acôrdo do nosso INSS com o de lá e isenção de impostos por dez anos.

Façam as contas e vejam se compensa.  Pra mim já compensou.

Um abraço e até a próxima postagem.

Eu ia me esquecendo, no dia 28 de março de 2016 estarei partindo para a minha 5ª temporada em Portugal, sendo que agora na condição de residente permanente com data para regressar em aberto...